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Marcos Nascimento, Instituto Promundo, Brasil
Tenho me dedicado a estudos e projetos de intervenção no campo de gênero e masculinidades há cerca de 15 anos. Um dos temas recorrentes nos trabalhos com grupos de homens adultos (e jovens) é a violência contra a mulher. Essa violência não se traduz somente em casos de agressão física, mas também está presente no uso da coerção psicológica e econômica, nos casos de negligência e falta de atenção e diálogo.
Nesse sentido Beijing representa uma busca não somente pelo "empowerment" das mulheres, mas também pela reflexão sobre o significado de ser homem no mundo contemporâneo e as mudanças necessárias que impliquem num melhor bem-estar para os as mulheres e os homens. O caminho é longo e sinuoso e necessita de empenho, dedicação e esforço—dos grupos que trabalham com mulheres e também daqueles que se dedicam ao trabalho com homens—para a construção de um mundo baseado no respeito, tolerância, reconhecimento das diferenças e promoção da eqüidade social.
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