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A Coalizão Internacional pela Saúde das Mulheres (IWHC) procura gerar políticas, programas e financiamento nos campos da saúde e população que promovam e protejam os direitos e a saúde da mulher e das meninas no mundo inteiro.

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A IWHC

“Há décadas sabemos que a melhor forma... para o mundo prosperar é assegurar que as mulheres tenham a liberdade, poder e conhecimento para tomar as decisões que afetam sua vida e a vida de sua família e comunidade.”
— Kofi Annan, Secretário-Geral da ONU

A saúde e os direitos da mulher são pontos centrais da justiça social e econômica e do bem-estar global. Quando os direitos fundamentais da mulher são respeitados e suas necessidades de saúde e educação são atendidas, tanto as comunidades como os países são mais sólidos e mais estáveis. Fundada em 1984, a International Women’s Health Coalition (Coalizão Internacional pela Saúde das Mulheres) trabalha de três formas para fomentar a vontade política e influenciar as políticas públicas dos governos, doadores e entidades internacionais a fim de assegurar às meninas e mulheres seus direitos sexuais e de saúde reprodutiva:

  • Nós prestamos assistência profissional e apoio financeiro—de US$1,5 a US$2,0 milhões por ano—a organizações locais da África, Ásia e América Latina.
  • Informamos debates profissionais e públicos nos Estados Unidos e em outros países por meio de análises de política, relatórios sobre programas e estratégias eficazes e divulgação na mídia.
  • Promovemos conferências intergovernamentais e colaboramos com o Fundo de População das Nações Unidas, Organização Mundial da Saúde, Banco Mundial e outras entidades internacionais na geração de políticas essenciais e fluxos de recursos que beneficiem a mulher e sua família.

Os programas da IWHC atualmente focalizam as questões de saúde e direitos mais desafiantes do mundo:

  • Educação abrangente sobre sexualidade para adolescentes e jovens adultos. Hoje 1,2 bilhão de jovens enfrentam uma série de ameaças à sua saúde: HIV/AIDS e outras doenças sexualmente transmissíveis, violência sexual, gravidez indesejada e aborto inseguro. A IWHC apóia a educação e a prestação de serviços abrangentes de saúde e sexualidade.
  • Acesso a serviços de anticoncepcionais, e ao aborto seguro. Cerca de 350 milhões de mulheres no mundo inteiro não têm acesso a anticoncepcionais apropriados. Anualmente, dezenas de milhares de mulheres morrem em conseqüência de abortos inseguros. Como a IWHC não recebe financiamento do Governo dos EUA, é uma das poucas instituições globais com autonomia para promover uma vasta série e serviços de saúde sexual e reprodutiva, inclusive acesso a aborto seguro.
  • Proteção de direitos sexuais. Os direitos sexuais das mulheres e meninas são direitos humanos, centrais à sua saúde e à sua igualdade social e econômica. A IWHC empenha-se em proteger o direito de todas as mulheres à saúde sexual e a serem livres de violência, coerção e discriminação.

Programas regionais da IWHC
A identificação antecipada de líderes cívicos e o apoio contínuo a seus programas nos permitem promover iniciativas locais e nacionais no campo da saúde da mulher em Bangladesh, Brasil, Camarões, Índia, Indonésia, Moçambique, Nigéria, Paquistão, Peru e Turquia.  Apoiadas por nossa assistência financeira e profissional, as nossas colegas tornaram-se atores significativos e forças impulsoras na formulação de políticas nacionais, regionais e internacionais. Figuram, a seguir, alguns exemplos:

  • Nigéria. Graças ao apoio inicial da IWHC, o “Projeto Saúde de Adolescentes e Informação” (AHIP) proporciona a milhares de mulheres jovens informação abrangente sobre saúde sexual, treinamento em liderança e aptidões profissionais na região Norte predominantemente mulçumana, onde a média de idade da primeira experiência sexual é aos 11,5 anos e metade das mulheres tornam-se mães aos 18 anos. Várias outras colegas, ajudadas pela IWHC, prepararam um currículo sobre educação para a sexualidade, pedido e adotado pelo governo, que estão ajudando a implementar em vários estados.
  • Paquistão. O Aahung, um centro de recursos de saúde sexual, preparou um currículo sobre saúde sexual que foi adotado pelas escolas de Karachi e das redondezas. Num país em que as meninas não podem sair de casa sem um parente do sexo masculino como acompanhante—esta organização de base corajosa está lançando os fundamentos da mudança.
  • Brasil. A Rede Feminista de Saúde, apoiada pela IWHC desde seu início em 1991, une mais de 180 organizações de todo o país. A Rede tem sido essencial no desenvolvimento e implementação de uma política nacional excepcional sobre saúde da mulher, melhorando o acesso a escolhas de anticoncepcionais e aborto legal, bem como na busca de meios para reduzir as mortes maternas nas comunidades rurais e em outras comunidades isoladas.

A influência da IWHC sobre a política internacional e o fluxo de recursos:

  • A IWHC desempenhou um papel central nas conferências das ONU na década de 1990 que criou um consenso global no tocante à saúde e direitos sexuais e reprodutivos da mulher. Mobilizamos repetidamente mulheres no mundo e ampliamos esses acordos, apesar da oposição política e de outra natureza.
  • Desde 2001, a IWHC opõe-se a políticas externas unilaterais dos Estados Unidos que solapariam os esforços dos países no sentido de assegurar a saúde e os direitos sexuais e reprodutivos. Sempre que possível, procuramos exercer uma influência positiva; por exemplo, assegurar que os fundos dos Estados Unidos para combater o HIV/AIDS na África sejam usados em programas destinados a reduzir as desigualdades de gênero que alimentam a epidemia.
  • A IWHC e nossas colegas colaboram com os órgãos da ONU, Banco Mundial e governos doadores na formulação de políticas e programas apropriados e eficazes no campo da saúde e direitos da mulher. Ao focalizar as realidades da vida da mulher, ajudamos a mudar as prioridades da pesquisa sobre anticoncepcionais, promovemos estratégias para assegurar a eqüidade de gênero na saúde e revelamos a extensão de infecções do trato reprodutivo e as formas de preveni-las, incluindo o desenvolvimento de microbicidas (métodos de proteção contra o HIV controlados pela mulher). Muito recentemente, fomos participantes-chave na elaboração e aprovação da primeira estratégia de saúde reprodutiva da OMS.

Orçamento anual: US$5-6 milhões, proporcionados por fundações privadas, órgãos da ONU, governos europeus, indivíduos e corporações.

Diretoria: Presididos por Kati Marton, os 16 membros incluem profissionais em saúde e direitos humanos, advogadas e outras profissões; e líderes feministas da Argentina, Colômbia, Inglaterra, Holanda, Índia, Moçambique e Estados Unidos.

Quadro de pessoal: Adrienne Germain, Presidente, dirige um quadro de 25 funcionários que falam sete idiomas e são especializados em saúde pública, sociologia, desenvolvimento, e comunicações.

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