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A Coalizão Internacional pela Saúde das Mulheres (IWHC) procura gerar políticas, programas e financiamento nos campos da saúde e população que promovam e protejam os direitos e a saúde da mulher e das meninas no mundo inteiro.

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Destaques do Relatório sobre o 20° Aniversário da IWHC

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Vinte anos, uma única meta: Assegurar o direito da mulher à saúde e autonomia sexuais e reprodutivas, livre de descriminação, coerção, doença e violência

Com base em seus 25 anos combinados de trabalho sobre população e direitos da mulher, Joan Dunlop e Adrienne Germain fundaram a International Women’s Health Coalition em 1984 para promover a saúde e os direitos sexuais e reprodutivos e defender o acesso ao aborto seguro. Desde o início, a IWHC descobriu indivíduos e organizações semelhantes na África, Ásia, Leste Europeu e América Latina e neles investiu, empoderando-os tal como eles mesmos empoderavam as meninas e mulheres da respectiva comunidade. Em 20 anos, o número de colegas da IWHC multiplicou-se exponencialmente e seu impacto foi sentido no mundo inteiro. O seu conhecimento das realidades da vida da mulher permitiu à IWHC falar sobre questões antes envoltas no manto do silêncio: a epidemia de infecções não-tratadas do aparelho reprodutivo, números inaceitáveis de mortes relacionadas com a gravidez, limitações da tecnologia de anticoncepcionais e pandemia de violência contra a mulher.

Nosso mundo, missão da IWHC
Anualmente, 500.000 mulheres morrem por não terem tido os cuidados básicos durante a gravidez e o parto e 78.000 morrem em conseqüência de aborto inseguro.  Em 2003 houve cinco milhões de novas infecções do HIV e três milhões de mortes relacionadas com a AIDS—ambas as cifras recordes. Estima-se que uma de cada três mulheres no mundo inteiro experimentarão violência baseada no gênero em sua vida.

A IWHC melhora diretamente a vida da mulher por meio da colaboração profissional e de US$1,5–US$2 milhões em subsídios concedidos anualmente a dezenas de organizações de saúde e direitos em âmbito mundial. Esses grupos prestam serviços de saúde reprodutiva, treinamento profissional e educação sobre sexualidade para mulheres e adolescentes;  envolvem homens e rapazes como parceiros para assegurar a saúde da mulher e pôr fim à violência sexual; e atingem grupos sociais freqüentemente ignorados, tais como trabalhadores sexuais e comunidades indígenas.

Um mundo de mudanças, um país de cada vez
As colegas da IWHC estão trabalhando no mundo inteiro—do Chile à Mongólia, de Moçambique à Turquia, da Indonésia à Polônia—formulando continuamente programas e iniciativas mais inovadores e mais eficazes. Apoiamos profissional e financeiramente muitas organizações desde seu início, aprendendo de suas líderes e facilitando que aprendam umas das outras. Nossas organizações colegas têm educado e empoderado suas comunidades, realizado pesquisa pioneira e prestado serviços de vida e saúde onde antes não havia nenhum. Têm reformado as políticas e leis do respectivo país e conseguido representação e apoio nos mais altos níveis de governo. A IWHC também apóia—e tem ajudado a lançar—diversas redes nacionais e regionais. Essas parcerias têm sido de valor inestimável para formar a vontade política e influenciar a mudança de leis, programas de financiamento e políticas de implementação.

Mulheres saudáveis = mundo saudável: uma nova equação para uma política global
Com base no trabalho de suas colegas para mudança no respectivo país, a IWHC transmite a realidade e diversidade da vida da mulher em fóruns internacionais onde as políticas de saúde são discutidas, examinadas e adotadas por governos. Levamos nossa capacidade e conhecimentos especializados a essas reuniões, assegurando que nossas colegas participem das discussões e resultados e os influenciem.

In 1992, a IWHC começou a mobilizar a Conferência Internacional sobre População em Desenvolvimento (CIPD), a realizar-se no Cairo em 1994. Organizamos reuniões preparatórias com organizações semelhantes do mundo inteiro, redigimos resoluções, treinamos mulheres para participar de negociações, conseguimos colocações para mulheres nas delegações dos países e angariamos fundos para assegurar que estivéssemos lá durante toda a conferência.

Até o dia de hoje, o Cairo é considerado um evento decisivo, uma imensa vitória para o movimento incipiente de saúde e direitos sexuais e reprodutivos, um ponto crucial para as mulheres de todas as partes e o fundamento para acordos ainda mais sólidos. A IWHC desempenhou papel de liderança no Cairo, negociando um compromisso global para uma linguagem inteiramente nova e uma idéia totalmente original: “saúde reprodutiva”.

Defendendo o progresso, combatendo o extremismo
Os acordos alcançados no Cairo e na Quarta Conferência Mundial da Mulher em Beijing foram vitórias enormes. Porém, no fim da década de 1990, oponentes extremistas da saúde e direitos da mulher surgiram com vigor e determinação nas negociações em andamento na ONU. Quando George W. Bush se tornou Presidente em 2001, a superpotência mundial uniu-se a umas poucas forças conservadoras na tentativa de desfazer o acordo da CIPD objetando a seus conceitos fundamentais. Até agora eles têm fracassado, em grande parte devido ao fato de a IWHC ter mobilizado colegas e governos congêneres para bloquear tais iniciativas.

Desde 2001, a IWHC tem monitorado e divulgado as iniciativas destrutivas do Governo Bush e promovido constantemente uma política externa mais humana em questões que afetam as mulheres e meninas. A nossa folha informativa, "A outra guerra de Bush" (www.bushsotherwar.org, disponível em português também), cataloga o ataque de Bush em muitas frentes contra a saúde e direitos sexuais e reprodutivos.

Investindo na próxima geração
O 1,2 bilhão de adolescentes do mundo, a maior população de adolescentes que o mundo já viu, está em risco. Mais da metade das novas infecções de HIV ocorre em pessoas com menos de 25 anos de idade e 62% de todos os infectados são mulheres de 15 a 24 anos. As meninas não somente são mais vulneráveis ao HIV/AIDS e a outras doenças sexualmente transmissíveis, mas também sofrem violência sexual, casamento forçado, complicações de gravidez que ameaçam a vida e aborto inseguro em número espantoso.

Apesar destas realidades angustiantes, as colegas da IWHC têm mostrado como fazer diferença. Juntas, estamos procurando atingir até mesmo as jovens e meninas mais marginalizadas, educando-as e emponderando-as, proporcionando-lhes treinamento em aptidões e ajudando-as a ter acesso a serviços de saúde abrangentes.

Nosso desafio, nosso futuro
Ao refletirmos sobre os últimos 20 anos e olharmos para os desafios à frente, nós nos sentimos encorajadas ao sabermos que o ímpeto atual de oposição conservadora extrema aos direitos humanos e aos direitos da mulher em particular é, em grande parte, uma resposta a nosso sucesso extraordinário. Embora ainda tenhamos diante de nós obstáculos gigantescos, sabemos que venceremos. Com poucas exceções, os governos do mundo e as Nações Unidas concordaram em planos de ação detalhados referentes à saúde e aos direitos. Os movimentos nacionais e regionais tornam-se cada vez mais fortes e mais influentes e surge uma nova geração de líderes. Os líderes políticos e a sociedade civil reconhecem cada vez mais que nenhuma estratégia de desenvolvimento será eficaz e nenhuma meta de direitos humanos terá sentido se a mulher não tiver controle sobre sua vida sexual e reprodutiva.

A IWHC lidera o caminho como voz enérgica em prol das mulheres e meninas do mundo inteiro. Mas não podemos fazer tudo sozinhas. Somente com a colaboração de amigos, partidários e colegas conseguiremos acesso universal aos serviços de saúde sexual e reprodutiva e plena proteção dos direitos sexuais e reprodutivos. Não podemos e não voltaremos atrás.

Para obter exemplares do Relatório sobre o 20° Aniversário da IWHC, entre em contato com o Departamento de Comunicações da IWHC por e-mail (communications@iwhc.org) o envie seu pedido por correio regular ao endereço indicado na capa.


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